Sinopse
Verity Thompson desapareceu no dia do seu casamento. O seu paradeiro manteve-se secreto durante dois anos. Um longo período em que o marido, o conde de Hawkeswell, viveu na penúria e na incerteza.
Verity deixou para trás uma fortuna imensa mas inacessível, pois o seu óbito não foi declarado. Nem poderia sê-lo pois ela está bem viva. Ao ser obrigada a casar, Verity fugiu de Londres e refugiou-se, incógnita, no campo. Sem qualquer interesse pelo título ou estatuto do marido, abdicou da sua fortuna em troca da liberdade. Mas o passado tem os seus próprios desígnios e a jovem vê-se agora obrigada a regressar à cidade e a um casamento sem amor.
Por seu lado, o arrogante Hawkeswell está disposto a chegar a um acordo: se Verity lhe conceder três beijos por dia, ele não a obrigará a cumprir os deveres conjugais. Mas, claro, há beijos e beijos… e Verity vai perceber até que ponto se arruinou ao entregar-se às mãos hábeis de um mestre.
Opinião
Este é o segundo livro da série “As flores mais raras”.
Daphne, a prima de Audrianna, tem uma casa onde dá abrigo a mulheres que por algum motivo querem fugir da sociedade. Verity é uma dessas mulheres que se esconde porque no dia do casamento fugiu e o marido, Hawkeswell, pensa que a mulher está morta. Mas Hawkwswell encontra a mulher viva quando decide acompanhar o amigo Sebastian a casa de Daphne.
Tal como Audrianna, Verity também é uma mulher forte, carismática e independente, apesar do medo que sente em ser reconhecida e que o marido a encontre (o que acaba por acontecer). Mas toda essa tenacidade e independência cedo acaba. Eu teria gostado mais se Verity tivesse dado mais luta e não se deixasse seduzir tão depressa. Por falar em sedução, este livro também é mais “picante” do que o anterior (e parece-me que o quarto livro ainda vai ser mais porque o duque de Castleford é cá uma figurinha).
Sebastian e Hawkeswell também tem em comum o facto de serem libertinos e dados a escândalos e depois de casados tornam-se fies e totalmente dedicados às esposas.
Em comparação, dos dois livros gostei mais do “Deslumbrante”. Verity parece uma pessoa mais independente do que Audrianna mas rapidamente Verity torna-se numa marioneta perante a sedução do marido. Além do mais houve uma coisa que me deixou um pouco indignada. Verity utiliza o sexo como forma de obter o que quer. Sei que foi uma opção da autora mas não gostei dessa associação.
De uma forma geral gostei do livro. Foi uma boa leitura, rápida e um bom entretenimento.
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