14 de fevereiro de 2015

Talamh de A. J. Preto e Z. P. Almeida


Sinopse

No princípio, O Dagda e a sua consorte, A Morrígan, criaram o Universo. Para o reger criaram seres, os restantes dé, que, à semelhança deles próprios, coabitam aos pares. Cada dé olha para o Universo de forma diferente. Uns escolhem moldá-lo, outros educá-lo, os mais ousados decidiram povoá-lo.

Opinião

A sinopse não diz nada sobre a história até parece que não pertence a este livro. Foi tirada do prefácio e é a descrição de como surgiu o mundo. Para além do termos dé existem outros como: Dán, Edaat-grul, eezyrn, kulfire. Para saberem o que significam estas palavras e outras tem de ler o livro.
Para mim, as primeiras páginas foram um bocadinho confusas e não consegui perceber o que estava a acontecer. Quando comecei a perceber voltei atrás e só aí consegui entender o início. Outra coisa que me confundiu foi o facto de umas vezes a narração ser na terceira pessoa e outras vezes ser na primeira (algumas vezes demorei a descobrir qual dos três rapazes narrava a história porque na maioria das vezes era Anjou mas também vemos a perspetiva de Hawcon e de Streetcheaner).

Os autores apresentam Tír Na nÓg, um lugar onde existem vampiros, lobisomens, fénix, harpias, anões e muitas outras criaturas. Eu considero cliché o facto de os escolhidos serem do “nosso mundo” e serem transportados para o outro (Tír Na nÓg) e só eles podem salvar o mundo.
Ao chegar ao novo mundo os 3 rapazes (que são chamados de Na Daoine Roghnaithe, os escolhidos) são treinados e e-lhes dado a oportunidade de escolher que tipo de criatura querem ser. A partir daí o leitor encontra muita ação, aventura, lutas, magia e criaturas fantásticas.

Depois temos um pequeno pormenor que me agradou bastante. Nas páginas, junto ao número da página tem desenhada uma espada.



Eu acredito que os livros são para todas as pessoas e que um homem pode ler um romance bem lamechas e uma mulher pode ler thriller ou criminal. Mas a meu ver, este livro, é mais direcionado para rapazes adolescentes (a partir dos 11 ou 12 anos). Eu sou uma mulher adulta  e como podem ver li o livro mesmo sabendo que eu não faço parte do público alvo. O que me interessa é que história chame a minha atenção independentemente do género ou qual o público alvo a que está destinado.

Quero deixar uma sugestão. Acho que o livro seria mais interessante (e apelativo para a faixa etária que eu referi) se fosse uma BD (banda desenhada) ou graphic novels, como lhe chamam agora. Eu gostaria de ver as imagens dos jogos, as lutas e a visita que fizeram ao Templo. Talvez porque o livro fez-me lembrar dos desenhos da TV é que me parece que o livro seria muito mais interessante se fosse uma BD.

Tendo em consideração que o livro foi escrito por dois adolescentes (17 e 14 anos segundo a aba da contracapa) achei-o bastante bom. Já li livros, de autores adultos, muito piores.
Classificação: Gostei


7 de fevereiro de 2015

A Primeira Aldeia Global de Martin Page

  

Sinopse

Quando Jonas foi engolido pelo «grande peixe», tentava apenas escapar para o território que é agora Portugal. Foi aqui que Aníbal encontrou os guerreiros, as armas e o ouro que tornaram possível a sua marcha sobre Roma; e Júlio César, a fortuna que lhe permitiu as conquistas da Gália e da Inglaterra. Durante a Alta Idade Média, mais a norte, os governantes árabes integraram Portugal na civilização mais avançada do mundo. Após a conquista de Lisboa, pelos Normandos, o novo Portugal levou Veneza à bancarrota e tornou-se a nação mais rica da Europa.
Antes de ser eleito Papa, com o nome de João XXI, Pedro Hispano, nascido em Lisboa, escreveu um dos primeiros compêndios modernos sobre Medicina que, um século mais tarde, era livro de consulta obrigatória em quase toda a Europa. Os Portugueses levaram as túlipas, o chocolate e os diamantes para a Holanda, introduziram na Inglaterra o hábito do chá das cinco e deram a Bombaim a chave do Império. Ensinaram a África a proteger-se contra a malária e levaram carregamentos de escravos para a América. Introduziram, na Índia, o ensino superior, o caril e as chamuças e, no Japão, a tempura e as armas de fogo.

Opinião

 Durante os dias em que estive a ler o livro voltei às aulas de História de Portugal. Digo isto porque este livro não é um romance histórico mas uma aula de história. A única diferença é que não estava numa sala cheia de adolescentes barulhentos mas sim confortavelmente na cama.
O autor enaltece Portugal. Fiquei a saber mais sobre as nossas origens, os invasores romanos e árabes, as nossas conquistas, as aventuras marítimas, a grandeza dos nosso reis, dos exploradores, dos santos e dos guerreiros. Também aborda os tribunais da inquisição. Por último é referido o fim das dinastias, o início da República, a ditadura e as guerras.
Este livro pode ser chato e aborrecido mas sem dúvida que engrandece o povo Português e é principalmente uma lembrança e um lembrete do contributo que os portugueses deram ao mundo.
Mas o mais interessante é que o livro parece escrito por um Português que ama o seu País mas, o livro, é escrito pela perspetiva de alguém que não é Português mas que viveu em Portugal durante alguns anos.
Algumas das personagens abordadas no livros são: D. Afonso Henriques, Pêro da Covilhã, Bartolomeu Dias, João II, Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral, Afonso de Albuquerque, Fernão Mendes Pinto, Pombal, António de Oliveira Salazar, Mário Soares  e muitos outros.

Os Portugueses foram os melhores navegadores, conquistadores e conseguiram transformar um Condado  num País glorioso. Agora somos um País envelhecido, onde os mais jovens tem de emigrar para ter trabalho, onde há idosos com reformas de duzentos e poucos euros, onde as discrepâncias salariais são enormes e onde os nossos profissionais não são reconhecidos. Lá fora os nossos Portugueses ganham prémios e são-lhe dadas verbas para pesquisa enquanto que por cá mal conseguem sobreviver.
É claro que os Portugueses tiveram os seus altos e baixos. Nem tudo foi conquistas e vitórias também existiu sofrimento, opressão e derrotas.

Enquanto lia senti-me orgulhosa, triste e desapontada ao mesmo tempo. Orgulhosa pelo País que fomos e triste pelo País em que nos tornamos. Neste tempo de crise sem dúvida que o livro fez aumentar o meu ego de Portuguesa.
 
 
Classificação: Gostei

2 de fevereiro de 2015

TAG - Problemas de um leitor

Eu adoro estas TAG que fazem perguntas sobre nós e os nossos hábitos. Confesso que tenho dificuldades em responder às que temos de associar livros a determinadas coisas.
Vi esta TAG no blogue da Tita, http://o-prazer-das-coisas.blogspot.pt/. A TAG estava em PT-BR e eu tentei por em PT-PT.
São 11 perguntas sobre alguns problemas que acontecem ou podem acontecer aos leitores. Espero que gostem.

1. Tens 20 mil livros para ler. Como decides o que vais ler?
No máximo já tive 8 livros por ler, nisso sou muito poupada. Primeiro leio e só quando estiverem a acabar é que compro novos. Mas respondendo à pergunta primeiro lia os mais interessantes, aqueles que eu achasse que ia gostar mais.

2. Estás no meio de um livro, mas não está a gostar. Paras ou continuas?
Normalmente continuo mas faço um bocadinho de batota e vou passando à frente parágrafos. Só paro se não estiver a gostar mesmo muito do livro e mesmo assim ainda vou ver o final para saber o que acontece às personagens.

3. O fim do ano está a chegar, mas não tão perto de finalizar a meta de leitura. O que pretendes fazer e como?
Eu não me importo com metas. Se não consegui não há problemas.
Prefiro apreciar o livro com calma do que passar à frente folhas ou ler apressadamente.

4. As capas de uma série que amas são horríveis! Como lidas com isso?
Leio a série na mesma. A história é que interessa.

5. Todo o mundo, incluindo a tua mãe, gostam de um livro que não gostas. Como compartilhas esses sentimentos?
Infelizmente eu sou a única leitora. Quando a minha mãe pergunta o que ando a ler eu começo a fazer um resumo bastante detalhado do livro mas passados 2 minutos (ainda vou só no inicio da história) alguém muda educadamente de assunto (normalmente perguntam o que é o jantar ou se está a chover).
Respondendo à pergunta, hipoteticamente se isso acontecesse eu argumentava as outras pessoas argumentavam, dizíamos o que mais gostamos, o que mais detestamos e continuávamos amigos.

6. Estás a ler um livro em público e estás prestes a começar de chorar. O que fazes?
Paro de ler e começo a pensar em coisas felizes (arco-íris e unicórnios lol). Só choro em público se não o conseguir evitar.

7. A sequência do livro que amas acabou de sair, mas esqueceste parte da história anterior. Lês o anterior novamente? Pulas para a sequência? Lês uma sinopse ou resenha? Choras de frustração?
Leio o anterior novamente e se gostar muito da série posso mesmo reler todos os livros anteriores.

8. Não gostas que ninguém, NINGUÉM, pegue os teus livros emprestados. Como educadamente dizes às pessoas NÃO quando elas perguntam?
Eu não me importo de emprestar, até gosto de fazer trocas mas existem duas coisas que eu exijo que respeitem. 1) Que devolvam o/os livro/os e 2) Devolvam nas mesmas condições.
Caso não devolvessem dizia que primeiro tinha de me entregar o livro anterior e só depois emprestava outro e se o entregassem sujo ou danificado dizia para ter mais cuidado e caso voltasse a acontecer nunca mais emprestaria aquela pessoa.

9. Déficit de Atenção. Não consegues ler os livros que querias no último mês. O que fazes para voltar a ler mais?
Eu não gosto de forçar. Prefiro ler menos e aproveitar a leitura.

10. Há muitos livros novos que foram lançados e que estás a morrer de vontade de ler! Quantos deles realmente compras?
Primeiro vejo quanto dinheiro posso gastar e depois vejo quais os que realmente quero ler, quais os mais interessantes e até quais os mais baratos.

11. Depois de teres comprado os novos livros que tanto querias, quanto tempo eles ficam na tua prateleira antes de realmente o leres?
Começo logo a ler nessa noite ou assim que acabar de ler o que já tinha começado.

30 de janeiro de 2015

Livros fraude

Quando estava a ver as notícias na Internet deparei-me com um artigo que chamou a minha atenção e me deixou indignada. O artigo fala de livros que foram editados como sendo verídicos mas descobriu-se que são uma fraude. O artigo foi  escrito por Isabel Lacerda para a Domingo (se não estou enganada). Para saberem mais pormenores sobre os livros e ver o artigo click aqui.

Muitas pessoas gostam e compram livros que são considerados fatos reais ou no mínimo inspirados em acontecimentos reais (eu sou uma delas). O artigo fala sobre alguns desses livros que tiveram milhões de vendas e passados vários anos descobriu-se que afinal os autores tinham mentido e inventado parte ou a totalidade dos fatos narrados.
Num dos casos foram os próprios autores que revelaram a mentira mas na maior parte das vezes só são descobertos porque investigadores descobrem as inconsistências na história.
O pior é que, por vezes, somos duplamente enganos. Primeiro lê-mos o livro e depois ainda fazem o filme inspirado no livro.

Enquanto leitora sentiria-me revoltada e enganada caso tivesse lido algum dos livros referidos. Quando compro algo gosto de saber o que compro e quando estou a ler um livro com fatos verídicos espero que isso seja verdade, caso contrário comprava um livro de ficção ou de fantasia.

Por acaso não li nenhum dos livros referidos no artigo mas como sou uma apreciadora deste género de livros posso já ter lido outras fraudes que ainda não foram reveladas. Este fato é sempre uma incógnita, nunca se sabe a certeza apenas podemos confiar nos autores e na sua honestidade.

Devem estar a perguntar-se porque leio este género de livros?
Eu respondo. Leio porque posso ter a perspetiva de algo que as pessoas apenas podem especular (nos casos de quase morte e pessoas que dizem ter visto o céu),  conheço pessoas reais e a sua história de vida (no caso de testemunhos de violência, agressões, raptos, etc).
É claro que não acredito em tudo o que leio. Se num livro diz que estiveram a falar pessoalmente com Deus ou com Anjos tenho dificuldades em acreditar mas fico sempre a perguntar-me: Será verdade? E se fosse  mudaria alguma coisa na minha vida?

E vocês gostam de ler livros deste género?
O que acham dos livros deste género?

26 de janeiro de 2015

Minha Querida Inês de Margarida Rebelo Pinto


Dizem que à “terceira é de vez” mas desta vez enganaram-se. Este é o terceiro livro que leio desta autora, e embora tenha gostado (mais do que dos outros) ainda “não me encheu as medidas”. Eu tenho lido esta autora porque são livros da biblioteca. Caso contrário ainda não teria lido nenhum livro da autora.

Todos nós conhecemos a história trágica de D. Pedro e de D. Inês. Esta é uma das minhas histórias favoritas (ou era antes deste livro) sobre Portugal embora quando se fala em Pedro e Inês me esqueço disso e dou mais importância ao amor impossível deles. O que posso dizer? Sou uma romântica incorrigível.

Este livro diz respeito aos últimos dias de vida de Dona Inês (mais precisamente aos últimos 7 dias). É Dona Inês que nos conta, na primeira pessoa, todas as suas preocupações, medos, inseguranças, opiniões e sentimentos.

[Spoiler: Mas o livro foi um desapontamento porque o encanto do amor impossível foi destruído ao deparar-me com um D. Pedro homossexual que não se casou com D. Inês apenas para enfrentar o pai.
Será que Pedro amava realmente Inês? Foi a pergunta que me fiz no final do livro.]

O que mais me surpreendeu foi o texto de teor sexual (não estava à espera) porque nos outros livros, da autora,  as referencias a sexo eram muito leves, quase inexistentes.

Estive quase para dar 2 estrela e não consigo decidir se dei 3 estrelas porque realmente gostei do livro ou porque gosto da história e me deixei envolver.

Classificação: 3 estrelas

24 de janeiro de 2015

TAG - Os meus hábitos de leitura

Esta TAG foi criada pelo canal TheBookJazz e vi no blogue  da Isaura Pereira, http://jardimdemilhistorias.blogspot.pt/.

1. Quando é que lês? De manhã, à tarde ou à noite?
Normalmente leio antes de dormir. Só se estiver num local onde sei que vou demorar (hospital) é que levo um livro comigo.

2. Lês um livro de cada vez?
Não. Como requisito livros na biblioteca primeiro leio-os e só depois é que leio o meu. Por vezes tenho de deixar o meu e ler o da biblioteca e depois voltar ao meu.

3. Qual o teu lugar preferido para ler?
Na cama, antes de ir dormir.

4. O que é que fazes primeiro: lês o livro ou vês o filme?
Leio o livro. Já tem acontecido começar a gostar do filme e deixa-lo de ver para ler primeiro o livros e depois ver o filme completo.

5. Qual o formato de livro que preferes?
Até agora tenho lido livros físicos. Mas reconheço as vantagens do formato digital.

6. Tens algum hábito exclusivo ao ler?
Gosto de estar em silêncio. Apenas eu e o livro, sem conversas nem barulho.

7. As capas de uma série têm que combinar ou não importa?
Odeio quando as capas não são iguais. Se a série é muito boa continuo mas já tem acontecido perder o interesse.

20 de janeiro de 2015

Beijo de Jill Mansell

As 3 mulheres não podiam ser mais diferentes. Izzy está sempre pronta para se divertir, só vê as coisas boas e mais parece uma adolescente. Já Katerine (é o oposto da mãe) está sempre a estudar e é a responsável. E por último temos Gina, uma mulher amargurada que não consegue seguir em frente desde que o marido pediu o divórcio.

 

Embora o livro contenha vários momentos de boas disposição, o mais divertido em todo o livro, a meu ver, foi quando Izzy e Sam se conheceram. Para mim, esse foi o grande momento. E é claro que Sam e Izzy estão sempre em pé de guerra. Os despiques proporcionaram alguns bons momentos e tornam essas ocasiões adoráveis e divertidas.

 

Tenho de confessar que as expetativas para este livro eram altas e fiquei um bocadinho dececionada. Quando comecei a ler pensei que ia amar o livro. Não me interpretem mal, eu adorei a história, este é o género de livros que gosto (divertidos).

 

Talvez o fato de ter feito uma pausa na leitura tenha estragado a narrativa ou talvez o fato de ter as expetativas demasiado elevadas. A verdade é que este livro tinha tudo para eu o amar mas houve alguma coisa que falhou.

 

Este é um livro divertido e de leitura rápida.

Classificação: 3 estrelas