Sinopse
A
cada dia, A acorda no corpo de uma pessoa diferente. Nunca sabe quem
será nem onde estará. A já se conformou com a sua sorte e criou
regras para a sua vida:
Nunca se apegar muito. Evitar ser notado. Não interferir.
Tudo corre bem até que A acorda no corpo de Justin e conhece Rhiannon, a namorada de Justin. A partir desse momento, as regras de vida de A não mais se aplicam. Porque, finalmente, A encontrou alguém com quem quer estar a cada dia, todos os dias.
Nunca se apegar muito. Evitar ser notado. Não interferir.
Tudo corre bem até que A acorda no corpo de Justin e conhece Rhiannon, a namorada de Justin. A partir desse momento, as regras de vida de A não mais se aplicam. Porque, finalmente, A encontrou alguém com quem quer estar a cada dia, todos os dias.
Opinião
Este
é um livro, sem dúvida, original e diferente. A ideia de haver
alguém capaz de “saltar” de corpo em corpo. Uma espécie de alma
sem corpo que para viver tem de possuir outros corpo é o que penso
que A. seja.
O/a protagonista A. não tem um corpo
mas possui todos os dias um novo. A. não tem género, apenas possui
corpos de pessoas da mesma idade. Quando o livro inicia A. tem 16
anos, por isso, só possuiu adolescente com 16 anos independentemente
se são rapazes ou raparigas. A outra caraterística é que a
possessão só demora 24 horas. A. sempre se conheceu assim, nunca
teve um corpo só seu.
Assim
num dia como os outros, A., acorda no corpo de um rapaz chamado
Justin. Tudo corre normal até que conhece a namorada do rapaz e A.
apaixona-se por ela. Assim A. quebra a sua regra de interferir o
menos possível na vida de quem possui e começa a perseguir a
rapariga.
Por
incrível que pareça a rapariga acredita em A. quando lhe conta a
verdade.
Apesar
da ideia original e diferente a única coisa que salva o livro é se
o considerar-mos uma metáfora para a vida adolescente. O livro
fez-me pensar em todos os adolescentes que se sentem mal com os seus
corpos, que odeiam as suas vidas e que prefeririam não terem
nascidos. É certo que na adolescência é tudo um drama e é verdade
que eu já não tenho paciência para todo aquele dramatismo que é
descrito no livro. Mas também é verdade que abordou temas muito
importantes como violência, drogas, suicídio (pelo menos tentativa)
e que estão presentes na adolescência e na vida adulta.
Este
livros fez-me pensar e voltar à adolescência e na sorte que eu tive
em nascer numa família que me ama e que me deu uma boa educação.
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