8 de julho de 2015

Balanço semestral

Estamos a meio do ano e decidi fazer um balanço e ver quais os livros que li e quais os melhores, a meu ver.
Assim li um total de 24 livros que corresponde a 8004 páginas. O género mais lido foi o romance.

Os que mais gostei: Madrugada Suja, A Culpa é das estrelas, Loandra, Private, Deslumbrante, A Informadora, A todos os rapazes que amei e O Mapa do Tempo.
Os que menos gostei: Os anjos rebeldes e Envolvida.

Decidi não fazer opinião de 2 livros. O 1º é "Os anjos rebeldes" porque eu resumiria o livro num parágrafo e não foi nada do que estava à espera. Como o autor é um exorcista esperava ver relatos mas, em vez disso, o autor, investigou qual o motivo que levou o anjo Lúcifer e os outros anjos a caírem.
O outro livro é Haram porque não me despertou nenhuma emoção. Não consigo odiá-lo mas também não consigo gostar.
Todos os outros livros que ainda não tenham opinião eu vou fazer o post durante este mês e provavelmente o próximo.

Lista de livros lidos e respetivos link's

Margarida Rebelo Pinto - Minha Querida Inês
Martin Page - A 1ª aldeia global
A. J. Preto e Z. P. Almeida - Talamh
Francesco Bamonte - Os anjos rebeldes
Miguel Sousa Tavares - Madrugada suja
Guto Bassi - Haram
John Green - A culpa é das estrelas
A. M. Dean - O Bibliotecário
Tim Bowler - O Rapaz que Ouvia as Estrelas
José Rodrigues Dos Santos - A chave de Salomão
Sylvia Day - Envolvida
Isabel Valadão - Loanda
James Patterson - Private Agência Internacional de Investigação
Madeline Hunter - Deslumbrante
Madeline Hunter - Provocadora
Gabriella Pierce - 666 Park Avenue
Lindsey Davis - A informadora
José Eduardo Agualusa - A rainha Ginga
James Patterson - Private: Principal Suspeito
Roger R. Talbot - As Sábias
Margarida Fonseca Santos - O aprendiz de guerreiro
Jenny Han - A todos os rapazes que amei
Félix J. Palma - O mapa do tempo
Ana Ferreira - Prisão de gelo

5 de julho de 2015

666 Park Avenue de Gabriella Pierce



Sinopse

Jane Boyle é uma jovem e promissora arquiteta que está a viver um verdadeiro conto de fadas, desde que o charmoso, e muito rico, Malcolm Doran a arrebatou e lhe propôs casamento, acompanhando o pedido com um enorme anel de diamantes. Jane não consegue acreditar na sua sorte e resolve deixar o emprego em Paris para recomeçar a vida em Nova Iorque, na companhia de Malcolm.
Mas quando Malcolm a apresenta à família, os muito temidos e reverenciados Doran, uma das mais importantes famílias da elite de Manhattan, o conto de fadas de Jane sofre uma abrupta e negra mudança de rumo. Em breve, tudo o que ela pensava saber sobre o mundo e ela própria é posto em causa. Agora Jane tem de tentar compreender as suas novas capacidades mágicas, ao mesmo tempo que luta contra a ameaça daqueles que tudo farão para lhas retirarem.

Opinião

A frase que me chamou mais a atenção foi: “E se a sua sogra fosse uma bruxa malvada … de verdade?”.
Eu acho essa ideia das sogras serem más uma idiotice porque eu gosto da minha futura sogra (se as coisas correrem bem e eu me casar com o meu atual namorado). Mas gostei da ideia de haver uma sogra com verdadeiros poderes de bruxa e fiquei muito curiosa a imaginar como se desenrolaria a história.

O livro mistura romance e fantasia. Por um lado temos o amor e noivado repentino entre os protagonistas, Jane e Malcolm, e por outro lado temos a repentina revelação de que Jane é uma bruxa. Não sei porquê mas a minha ideia, antes de começar a ler o livro, era que Jane ganhava os poderes por se ir casar com Malcolm mas afinal a avó e a mãe de Jane também era bruxas (todos os filhos homens não tem poder, o poder é passado de mãe para filha).
Devido ao facto de apenas as mulheres terem poder, Lynne, a sogra, que não tem a quem passar os seus poderes porque a única filha morreu, encontra no casamento do seu filho a ultima oportunidade para que a família continue com os poderes. Lynne trata bem a futura nora e Jane acha que a sogra até aceitou o casamente facilmente. A única coisa que Jane odeia em Lynne é que ela tenta controlar tudo.
O mais engraçado de tudo é depararmos-nos com uma família da alta sociedade, super rica e que apenas se preocupam em dar grandes festas e ao mesmo tempo tentam manter as aparências para esconder das pessoas normais os seus poderes.


Mas este não é um livro onde as bruxas se dão bem ou se unem contra um mal pior. Neste livro as famílias de bruxas estão em guerra e por vezes fazem com que os membros femininos das outras famílias tenham “acidentes”.

Jane é a típica rapariga inocente que é apanhada no meio da confusão mas que rapidamente se torna forte e capaz de se defender. Considero Malcolm um “lobo na pele de um cordeiro”. É verdade que a mãe o manipula e obriga a fazer todas as suas vontades mas ele fez algo (Jane descobre o seu maior segredo no dia do casamento) que eu nunca perdoaria e acho que ninguém seria capaz de o fazer. E para completar o trio temos Lynne uma mulher desesperada para manter a magia e se tornar mais forte, capaz de matar qualquer pessoa que se meta no caminho.

Este livro não superou as minhas expectativas mas gostei das personagens mesmo da irritante Lynne e definitivamente não gostava de ser uma Doran. Se eu fosse a Jane tinha-o deixado no altar. Mas isto sou eu a divagar. 

Classificação: Gostei

26 de junho de 2015

Porque gosto de ler!

Todos nós leitores temos os nossos motivos para ler. É claro que existem benefícios como:

Mas não é por isso que adoro ler nem é dos benefícios que quero falar. Este post é para falar sobre o que me leva a ler.

- Leio porque sempre que abro um livro entro noutro mundo. Durante aquelas horas em que o livro está aberto deixo de me preocupar com os meus problemas para seguir as aventuras e problemas das personagens. Enquanto leio entro nas vidas daquelas pessoas, que nem existem, mas que “faço figas” para que consigam ser felizes ou que tenham o pior dos finais;

- Adoro ver a evolução das personagens, adoro tentar adivinhar o que lhes vai acontecer na próxima página.

- Adoro descobrir os mistérios e adoro chegar ao fim do livro. A emoção de chegar às últimas páginas e finalmente descobrir os mistérios;

- Eu choro e rio das/e com as personagens;

- Poder identificar-me com algumas personagens, o que leva a adorar algumas e a odiar outras;

- Em cada livro aprendo qualquer coisa, conheço um País, uma cidade ou os costumes de uma cultura diferente. Posso viajar pelo mundo sem nunca sair de casa.

E a vocês o que vos leva a ler?

23 de junho de 2015

Prisão de gelo de Ana Ferreira


Sinopse

"Duas mulheres encarceradas numa prisão de gelo tentam manter viva a memória de quem são e do porquê de estarem presas."

Opinião

Antes de mais quero agradecer ao blogue Sabores e Dissabores Literários que divulgou este conto.

O download é gratuito e podem-no fazer aqui.

Resumindo. Berta está presa mas não sabe qual o crime que cometeu nem há quanto tempo está presa. Apenas pensa em Alice e na vida que queriam ter juntas.
Gostei especialmente do último capitulo onde podemos saber o que aconteceu a Alice. Como anteriormente tinha visto apenas a perspectiva de Berta pensei que Alice tivesse sido esquecida. Ainda bem que a autora decidiu "matar a curiosidade" porque eu imaginei vários finais para esta personagem.
Mas este livro não fala apenas da homossexualidade. Fala dos medos, angustias e receios de alguém que o único crime que cometeu foi amar outra pessoa do mesmo sexo.

Eu odiaria viver num mundo como o descrito no livro.

Valeu a pena arranjar 15 minutos para ler o conto. Gostei e apenas posso recomendar que o leiam.

É uma opinião muito curta mas não me posso alongar demais porque incorro no erro de dar spoiler e embora eu queira despertar a vossa curiosidade, não quero, de modo algum impedir que apreciem e se surpreendam com o conto.

Classificação: Gostei


16 de junho de 2015

Loanda: Escravas, Donas, Senhoras de Isabel Valadão


Sinopse

No século XVII, duas mulheres deixaram o seu rasto na história da cidade de Luanda. À sua volta teria gravitado um sem número de indivíduos, fidalgos, traficantes, degredados, escravos e libertos. Uns, foram personagens marcantes do seu tempo, outros, simplesmente anónimos no papel de figurantes, todos eles se fazendo parte de um específico contexto historiográfico da colónia angolana. Se existiram realmente ou se foram, apenas, o retrato fugaz de uma época, não há certezas, embora tenham perdurado de alguns vestígios de memórias escritas.» Através do retrato de Maria Ortega e Anna de São Miguel, a autora leva-nos até Luanda do século XVII, de encontro ao percurso, queda e ascensão dos escravos e exilados do reino português. Cruzando a História com um ritmo narrativo forte e surpreendente, Loanda é ainda marcada pelo tom biográfico de personagens que deixaram a sua marca naquele território.

Opinião

Adorei o livro. As protagonistas não podiam ser mais diferentes mesmo assim conseguiram tornar-se grandes mulheres e conquistar um lugar dominado pelos homens.
Primeiro é-nos apresentada Maria Ortega uma ex-escrava ou uma escrava alforriada que em Portugal é condenada pelo Santo Oficio (Inquisição) ao degredo em Loanda (pelo menos foi acusada de um crime que cometeu porque normalmente eram inocentes). Mas Maria sempre quis uma vida melhor. Depois temos Anna de São Miguel uma rapariga rica, fútil mas que enfrenta a sociedade e todos os seus costumes. Anda a cavalo e adora roubar os pretendentes das outras moças apenas para se divertir.

Eu gosto quando são personagens femininas fortes e sabem o que querem. Apesar de Anna, no inicio não ser assim, com o passar dos anos torna-se numa mulher altruísta e de bom carácter. Anna é capaz de tudo, pondo em risco a própria vida, para seguir o seu projeto.
Mas nem tudo é bom. Existem algumas coisas no livro que “caíram mal”. Houve 2 palavras que a autora decidiu utilizar e não me agradou. Chocou-me que uma das personagens tenha utilizado as palavras maricas e enrabado. Estas palavras foram utilizadas porque existe uma personagem que é homossexual assumido e embora eu ache que naquele tempo (mil seiscentos e tal) existissem homossexuais, também acho que esse facto era bem escondido.
Depois encontrei algumas inconsistências na narrativa. Infelizmente acontece em todos os livros onde 2 personagens narram o mesmo acontecimento. Eu compreendo que se a segunda personagem utilizar as mesmas falas e não acrescentar nada é chato mas eu acho estranho que na primeira versão seja dito uma coisa e na segunda versão, normalmente sejam acrescentadas palavras nas falas. Digo isto, porque eu vou  atrás ver o que foi dito primeiro e para minha desilusão as falas nunca são iguais. Estão a compreender? E este não foi a única inconsistência. Noutro momento Maria diz que não contou a Anna qual o motivo porque foi para o degredo e na versão de Anna a amiga contou e até pediu a Maria para utilizar alguns dos seus dons..

Tirando estes pequenos problemas gostei muito do livro e estou cada vez mais a adorar romances históricos.
Outra coisa que também gostei muito foi da capa: acho-a linda.

Classificação: Muito Bom

10 de junho de 2015

TAG 7 coisas + amo/odeio



Quem me nomeou para fazer esta TAG foi a Carla do blogue Atmosfera dos Livros.
Não sei quem crou esta TAG e tive preguiça de pesquisar mas tirei a imagem do blog da Tita O Prazer das Coisas.

7 coisas a fazer antes de morrer:
 
1 – Ir ao Egipto;
2 – Aprender o básico de Latim e ser fluente em Inglês;
3
– Ir numa missão humanitária;
4 – Casar e ter filhos;
5 – Ter a minha casa;
6 – Ler o maior nº de livros e ver o máximo de séries possíveis;
7 – Andar de avião.


7 coisas que mais digo:
 
1 – O que?
2
– Sim
3
– Boa tarde!
4
– Tá tudo
5
– Já vou!
6
– Porra
7
– Xau/Até amanhã

7 coisas que faço bem:

1 – Ler;
2 – Pesquisar (sou autodidata);
3 – Amizades;
4 – Ouvir os outros e dar concelhos (pelo menos eu acho que sou boa conselheira) mas sou péssima casamenteira;
5 – Sou criativa e tenho uma imaginação muito fértil;
6 – Organizar/catalogar coisas;
7 – Dar ordens.

7 coisas que não faço bem:

1
– Cozinhar;
2
– Esperar;
3
– Estacionar carro;
4 – Digo SIM quando na verdade quero dizer NÃO;
5 – Acreditar que sou capaz;
6 – Maquilhagem e todas aquelas coisas femininas, odeio;
7 – A julgar caracteres.

7 coisas que me encantam:

1 – Ler um bom livro;
2 – Estar em família;
3 – Ir às compras;
4 – Fazer festas ao gato;
5 – Dormir até tarde;
6 – Ter um novo projeto;
7 – Comer sobremesas.

10 coisas que amo:

1 – Família e amigos;
2 – Livros;
3 – Chocolate;
4 – Dormir;
5 – Ter as coisas organizadas;
6 – O essencial (luz, água, telemóvel) eu não conseguiria viver sem estas coisas mas muitas pessoas não tem acesso;
7 – Estar apaixonada;
8
– Ver séries;
9
– Comer;
10
– Quando tenho razão.

10 coisas que odeio:

1 – Andar de bicicleta;
2 – Pessoas falsas;
3 – Pessoas que acham que sabem tudo e são melhores do que as outras;
4
– Levantar-me cedo;
5
– Por cremes;
6
– Aranhas;
7
– Que me dêem ordens;
8
– Estar errada;
9
– Ter que "dar o braço a torcer";
10
– Hospitais.

5 blogs que nomeio:
 
Como de costume vou fazer um pouco de batota nesta pergunta e não vou nomear ninguém. Sintam-se todos nomeados e quem quiser responder está à vontade para o fazer.

4 de junho de 2015

Envolvida de Sylvia Day



Sinopse
 
Desde que vi o Gideon pela primeira vez, percebi que ele tinha algo de que eu precisava, algo a que eu não conseguia resistir. Percebi-lhe também uma alma perigosa e atormentada ¿ tal como a minha. Envolvi-me. Eu precisava dele tanto como precisava que o meu coração batesse.
Ninguém sabe o quanto ele arriscou por mim e o quanto eu fui ameaçada; ninguém imagina quão negra e desesperada se tornou a sombra dos nossos passados.
Entrelaçados nos nossos segredos, tentamos desafiar o destino.
Definimos as nossas próprias regras e rendemo-nos completamente ao intenso poder da obsessão.

Opinião

Se não estou em erro (podem-me corrigir se estiver enganada) este é o 3º livro da série Crossfire. Não li os anteriores mas acho que consegui acompanhar a história (não há muito para entender tudo se passa na cama, no sofá do escritório e por ai fora). Sim é um livro erótico por isso acho que não perdi nada de muito importante dos livros anteriores.

Embora este género de livros não sejam os meus favoritos até gosto de ler. Gosto quando para além da parte erótica existe uma boa história, o que não achei ser o caso. Este livro não me surpreendeu nem tem uma história empolgante.

Gideon e Eva são muito parecido. Ambos tem um passado traumático, ambos são ricos, ambos estão sempre a fazer sexo e estão apaixonados. Tudo é motivo para fazer sexo.
Eu sou uma rapariga bastante romântica e acho muito inadequado dizer num momento de ternura/amor frases como: “Quero foder-te”.
Para além da linguagem, nada excitante, existe outra coisa que me faz impressão nos livros erótico. Porquê as personagens tem de ter sido violadas, serem ricas e existe sempre um quarto do prazer ou algo do género? Apesar de neste livro não existir um quarto do prazer parece que nos livros anteriores, Gideon, tinha um na penthouse onde vive. Ao que parece Eva não gostou muito do que aconteceu no quarto e pediu a Gideon para não o usarem.
Continuo a perguntar: porquê os autores continuam a utilizar pessoas ricas com problemas de violência e parecem tarados sexuais quando podiam tornar as coisas mais casuais e utilizar personagens mais acessíveis.

Recentemente saiu o 4º livro desta série mas não o pretendo ler assim como também não vou ler os anteriores. Definitivamente não fiquei rendida ao livro nem à série.

Classificação: Não gostei